Inspirada na peça “A Megera Indomada” de William Shakespeare e na novela “O Machão” de Ivani Ribeiro, “O Cravo e a Rosa” marcou a estreia de Walcyr Carrasco na Globo e o retorno do diretor Walter Avancini, os dois que já haviam trabalhado juntos em “Xica da Silva” repetiram a parceria nesta comédia inesquecível.
“O Cravo e a Rosa” foi uma comédia realista. Ao dirigir os atores, o sábio Avancini pediu a eles que atuassem sem fazer graça, assim o texto por si só cumpriria este papel. O resultado foi uma trama engraçada do início ao fim, despida de qualquer afetação, ou forçação.
No cenário rural, encontravam-se as melhores personagens caipiras já criadas por Carrasco. Pedro Paulo Rangel, Ana Lúcia Torre, Taumaturgo Ferreira e a estreante Vanessa Gerbelli conseguiram fugir dos estereótipos e encher seus papeis de profundidade. Os bordões de Calixto, a paixão reprimida de Neca, a ascensão social Januário e as armações de Lindinha movimentaram a trama.
De “Xica da Silva”, não foi apenas a parceria entre autor e diretor que se repetiu, muitos atores que estiveram na produção da Manchete marcaram presença. Caso de Drica Moraes, que viveu sua segunda vilã escrita por Walcyr, Déo Garzez e Mateus Petinatti. Todos eles foram bem aproveitados, principalmente Drica que mostrou ser versátil fazendo uma personagem que poderia cair em repetição.
A trilha sonora mesclava clássicos como “Lua Branca” de Chiquinha Gonzaga e músicas contemporâneas como “Tua Boca” do cantor Belo que embalava os momentos românticos do casal brigão.
“O Cravo e a Rosa” elevou os índices do horário das seis com uma média geral de 31 pontos no Ibope. As anteriores “Força de um Desejo” e “Esplendor”, pontuaram 26 e 28, respectivamente. Sucesso de público e crítica, a comédia voltou em 2003, menos de dois anos após o seu fim e cravou no “Vale a Pena Ver de Novo” uma média geral de 22 pontos. “Arriegua!”.
Relembre uma das brigas do casal:


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